top of page
Buscar

Quebrando espelhos: prostituição e monstruosidades feministas no cinema de Marleen Gorris

  • Foto do escritor: Juliana Gusman
    Juliana Gusman
  • 6 de jan.
  • 10 min de leitura

*Texto originalmente escrito para o XXVIII Encontro da Socine, em BelƩm, ParƔ.

Ā Ā Ā Ā Ā 

Ā Ā Ā Ā Ā Ā 

HĆ” cinquenta anos, Jeanne Dielman cravava uma tesoura na garganta de um cliente preservando o mesmo compasso brando com o qual, segundos antes, abotoava sua blusa. Do Ć¢ngulo de um espelho, vĆŖ-se o golpe fatal que interrompe tanto o deleite masculino pós-orgasmo, quanto o fluxo ontológico entre a dona de casa e prostituta – o dĆ­ptico antagĆ“nico personificado por Delphine Seyrig, que estanca sua aparente alienação com o sangramento discreto da vĆ­tima aniquilada, ainda na cama, em tom menor. A obra magna de Chantal Akerman, que dilata a duração dos planos para acolher os gestos femininos – o mover-se nos terrenos da intimidade que nos conduzem, rotineiramente, Ć  reprodução da vida – foi reclamada pela teoria feminista como expressĆ£o mĆ”xima de um ā€œcontracinemaā€ (Johnston, 1999). Estreou em Cannes um mĆŖs antes da insurreição que levou mais de 200 meretrizes a ocupar a catedral de St. Nizier, em Lyon, FranƧa. TambĆ©m em 1975, Carole Roussopoulos, inscrita em uma outra tendĆŖncia do que se convencionou chamar de ā€œcinema de mulheresā€ (Veiga, 2019), de vocação militante, documental e intervencionista, registrou o marco zero do movimento organizado de trabalhadoras sexuais. Les prostituĆ©es de Lyon parlent Ć© o fruto proibido de um lampejo quase milagroso de tino histórico.


Ɖ verdade que, nesta segunda vereda criativa, alianƧas insólitas – as aproximaƧƵes entre mulheres que deveriam, em nome da manutenção da normatividade vigente, se manter afastadas, como asseverou Maria Galindo (2021) – puderam ser mais amplamente firmadas. Afinal, o documentĆ”rio militante (e curtametragista) sempre foi um campo mais maleĆ”vel a apropriaƧƵes insurretas. Com o barateamento dos aparatos de filmagem Ć  Ć©poca – sobretudo da tecnologia do vĆ­deo –, outras realizadoras, como Carole, puderam assumir riscos e rascunhar outras maneiras de se figurar feminilidades abjetas, inclusive no Brasil. Em outro artigo (Gusman, 2024), escrevi sobre as cĆ¢meras mediadoras de Helena Solberg (Simplesmente Jenny, 1977), CĆ©lia Resende (Mangue,Ā 1979), Cida Aidar, InĆŖs Castilho (Mulheres da Boca, 1981), Jacira Melo (Beijo na Boca, de 1987; Meninas, de 1989) e Eunice Gutman (Amores de Rua, 1994), que reverberariam, daqui, os ecos de Carol Leigh, nos Estados Unidos, Valeria Sarmiento e Gloria Camiruaga, no Chile, RosamarĆ­a Ɓlvarez Gil, no Peru ou Rosa Martha FernĆ”ndez, no MĆ©xico, para evocarmos algumas bruxas. O fato Ć© que, naquele contexto, perseguir o lastro ficcional e monumental de Jeanne Dielman era uma tarefa mais obscura.


Foi quase uma dĆ©cada depois de seu lanƧamento que outra catalisadora dos debates sobre o contracinema, a estadunidense Lizzie Borden, explorou, ficcionalmente, o ā€œspace-offā€ (De Lauretis, 2019) da mulheridade legĆ­tima. Working Girls (1986), o seu terceiro filme, concebido durante a produção de sua obra mais celebrada e discutida, Born in Flames (1983), recupera os matizes do cotidiano e os ā€œrestos narrativosā€ observados na obra de Akerman que, contra toda uma tradição cinematogrĆ”fica masculinizada, contaminam a fatura fĆ­lmica. Working Girls se passa durante um dia de trabalho de Molly (Louise Smith), uma fotógrafa lĆ©sbica que vive com a companheira e a filha e cumpre dois turnos semanais como garota de programa em um flat elegante, compartilhado com outras profissionais sob a batuta de uma cafetina intransigente. Ā 


Priorizando os interlĆŗdios entre um cliente e outro, Working Gilrs, assim como Jeanne Dielman – manifestamenteĀ considerada por Borden uma obra inarredĆ”vel sobre prostituição (Luers, 2021) – investe na delimitação espacial e no rigor formal embaralhando, politicamente, o comum e (supostas) excentricidades corriqueiras. Na temperatura amena da trama, a prostituição transparece como um ofĆ­cio tĆ£o desagradĆ”vel quanto outros, nem pior, nem melhor. DiĆ”logos extensos procuram expressar perspectivas de base marxista e putativista, sem recair em tons excessivamente didĆ”ticos ou panfletĆ”rios – dando conta, com sutilezas, de um certo desmonte crĆ­tico das engrenagens que movem as dinĆ¢micas da profissĆ£o e das desigualdades interseccionais que interferem nas lidas individuais com ela.


Dito isto, entre o hiper-realismo da domesticidade belga e do puteiro high society de Nova York, Broken Mirrors (1984), de Marleen Gorris, estilizou desvios. O segundo longa da realizadora holandesa – que havia anteriormente dirigido A question of silence (1982) – recorre ao cinema de gĆŖnero – particularmente ao horror e ao thriller policial – para traƧar duas linhas narrativas paralelas: por um lado, perseguimos um vulto masculino, jamais explicitado pelos enquadramentos da cĆ¢mera, que, sob uma luz azulada e desbotada, persegue e mata donas de casa de classe mĆ©dia, registrando, em polaroides, todo o seu processo de deterioração no encarceramento; por outro, numa atmosfera um pouco mais vibrante do que a do bordel de Working Girls, nos enredamos nas relaƧƵes Ā laborais e afetivas do Happy House Club. Broken mirrors – filme de difĆ­cil acesso em nosso paĆ­s, apesar dos agitos que provocou, na Europa e nos Estados Unidos, Ć  Ć©poca de seu lanƧamento [1] – prescinde da banalização humanizadora da experiĆŖncia prostibular, observada em Jeanne Dielman e Working Girls, e inflama monstruosidades para reconfigurar as fronteiras da abjeção feminina. Ā Ā 



Em certo sentido, Broken Mirrors antecipa em algumas dĆ©cadas o levante recente que Barbara Creed (2022) designaria por Feminist New Wave Cinema. Contra uma abordagem fĆ­lmica histórica que, sobretudo na redoma do horror, vinculou as mulheres, negativamente, ao desvio, ao impuro, – ainda que esse rebaixamento bestificador, calcado na estigmatização dos nossos corpos e desejos, implique, tambĆ©m, a ambiguidade desobediente e propositiva de quem ameaƧa a ordem – produƧƵes contemporĆ¢neas tĆŖm apostado, Ć s vistas de mandatos sociais agressivos e hierarquizantes, na criticidade de criaturas tidas por eles como imperfeitas. O monstruoso feminino, inicialmente analisado por Creed em seu trabalho matricial de 1993, deixa de ser objeto de repulsa para converter-se em agente de transformação de um mundo, este sim repulsivo, que o rejeita. Logo, nada mais sĆ­smico do que a corporeidade traumĆ”tica e revoltosa das putas-monstras, o avesso indomĆ”vel e desordeiro do segundo sexo, que só ā€œtorna-seā€, como diria Beauvoir, por meio de uma oposição fundante e excludente que nĆ£o nos interessa deixar intacta.


Gorris desarticula um dos nossos principais binarismos constitutivos ao torcer percepƧƵes sobre seu polo perverso. Engordando os excessos de teatralidade da mise-en-scĆØneĀ prostibular, a diretora disseca como sexualidade servil – nĆ£o só paga, mas aquela que Ć© ofertada de graƧa – nĆ£o Ć© um atributo atĆ”vico Ć s mulheres, um predicado identitĆ”rio (depreciativo), mas uma ficção da hipefeminilidade talhada e burilada pela nossa forƧa de trabalho. Na prostituição, em especĆ­fico, ninguĆ©m se vende, como se acostuma aventar: cessa-se ilusƵes, conscientes e propositais. Ā Ā Ā Ā 


A própria ambientação barroca do Happy House Club, eletrizada pelo uso de cores primÔrias, por texturas aveludadas e por uma oscilação sedutora de sombra e luz adensa a artificialidade da cena posta. Os espelhos, destacados no título da obra, não são meros caprichos da direção de arte: são a materialidade do jogo representacional que se instituí ali. Um véu interpositivo não nos permite, ao menos por ora, enxergar para além dos seus reflexos. Não à toa, quando a novata Diane, interpretada por Lineke Rijxman, chega ao bordel, ela sequer reconhece Dora, vivida por Henriëtte Tol, que havia lhe indicado o serviço. No palco da zona, Dora e suas colegas, se monstruosas, convertem-se em quimeras, personagens fantasiosas dos medos e anseios dos homens. Não me parece fortuito que, antes do primeiro subir de uma cortina metafórica, a campainha toque duas vezes, como uma espécie de segundo sinal que prenuncia a entrada da plateia ativa desta peça de prazer e gozo. Como bailarinas, as prostitutas retocam a maquiagem, ajustam o porte dos braços, esticam meias-calças e dispõe-se coreograficamente pelo espaço, dançando, sob o ritmo solene dos oboés, cordas e baixos contínuos da Ôria de Haydn, com o fluxo poético de uma câmera solta, contagiada pela mobilidade de quem a carrega.  



O tremor da imagem, Ć© verdade, remete a um realismo documental que poderia enfraquecer a qualidade performĆ”tica da ação em quadro. Contudo, Broken Mirrors alude Ć  face oculta do espetĆ”culo para iluminĆ”-lo por inteiro. Menos do que nos achegar, Ć©tica ou empaticamente, das agruras diĆ”rias das prostitutas – como fazem, cada qual a seu modo, Akerman e Borden –, Gorris nos convoca seguir o compasso dialĆ©tico entre o que Ć© narrativamente visĆ­vel e tornado obsceno. O abjeto da fĆ”bula libidinal – o vĆ“mito na pia, a porra no lenƧol, a camisinha usada no lixo, o choro incontido de um cliente emocionalmente vulnerĆ”vel – tambĆ©m a constituĆ­. Em Broken Mirrors, os acentos realistas elevam, por contraste, a voltagem dramĆ”tica da ribalta libertina.


No bastidor prostibular, as mulheres confidenciam tĆ©cnicas e tĆ”ticas e nos deslindam mistĆ©rios. Com os assopros de Teresa de Lauretis (1987), entendo que a alquimia feminista se cozinha nesse endereƧamento cĆŗmplice – e, porque nĆ£o, erótico (quiƧƔ, lĆ©sbico). ƀ revelia dos homens em tela, Gorris antecipa e vislumbra as espectadoras que saberĆ£o decifrar os seus enigmas. De Lauretis fala de uma ā€œestĆ©tica da recepçãoā€ quando aventa nĆ£o apenas um ā€œcinema deĀ mulheresā€, mas um ā€œcinema para mulheresā€, que interpela os sujeitos e o mundo que almejamos construir, sem circunscrevĆŖ-los de antemĆ£o.Ā Do sorriso falso de Diane, sempre taciturna na sua dupla jornada como puta e mĆ£e, Ć  sua olhada tediosa a um relógio de pulso em meio Ć  transa, como quem conta os segundos para bater o ponto e encerrar labuta, saberemos acolher seus acenos e anseios, incorporando-os, visceralmente, Ć  nossa própria carne. Mesmo diante do Ć”pice orgĆ”stico dos programas, Gorris desobedece suas próprias molduras para minuciar os cantos do quarto e partilhar segredos. TambĆ©m avulta atritos, contradiƧƵes e possĆ­veis sĆ­nteses conciliadoras entre mulheres muito diferentes, que se esboƧam do extracampo.Ā Ā 



A violĆŖncia explĆ­cita, porĆ©m, permanece velada. Ela nĆ£o pertence aos nossos domĆ­nios: perpetrĆ”-la como poder Ć© um ato do poscĆŖnio patriarcal.Ā  Mesmo quando nos imiscuĆ­mos na jornada inclemente do serial killer – que, ao final, se revela como um dos frequentadores mais afĆ”veis do Happy House Club – algo sempre nos escapa. NĆ£o se sabe exatamente o que desencadeia o enforcamento cĆŖnico de Linda, uma das garotas que lhe presta serviƧo, ou o suspiro final da dona de casa mantida em cativeiro. A opacidade de seus contornos tambĆ©m Ć© uma elaboração polĆ­tica de quem nĆ£o coaduna com suas pulsƵes.


Investindo, entĆ£o, no desvelamento parcial das intenƧƵes masculinas, Gorris instaura outros importantes atritos dialĆ©ticos. AlĆ©m de destrinchar os bastidores da feminilidade dominante, a diretora se infiltra, como pode, no teatro virilidade cĆ­nica. O abjeto masculino – igualmente caro ao Feminist New Wave Cinema contemporĆ¢neo analisado por Creed (2022) – insurge em seus próprios terrenos e termos: nĆ£o como uma figura libertĆ”ria, que perturba sociabilidades brutais, a lei e a linguagem, mas como a prova encarnada de sua hipocrisia absoluta (Creed, 2022). O assassino incógnito encena cortesias: Ć© bem-vestido, asseado – sempre veste um par de luvas – e metódico, um protetor da ordem, que lhe consagra infraƧƵes, em seus detalhes. Sua misoginia encoberta, escancarada por Gorris, Ć© bem acomodada no universo simbólico que a nega em conluio. Marido e trabalhador, o homem incialmente sem rosto – o que expande tanto o suspense que o ronda, como seu atributo metonĆ­mico – coexiste, sem conflitos normativos, com Ć­mpetos de destruição e morte. O lar burguĆŖs nĆ£o Ć© menos perigoso que esquinas sujas. Enquanto o monstruoso feminino implode a ideologia[2],Ā o masculino abjeto Ć© o fantasma que tenta conter a integridade das suas ruĆ­nas.


O controle ambicionado pelo assassino tambĆ©m passa, como anteriormente mencionado, pela transposição do sofrimento das mulheres em imagem. Ele fotografa as donas de casa capturadas para perenizar sua condição de vĆ­timas. Como fez e faz o próprio sistema-cinema – acusa Gorris com a faca da metalinguagem – o abjeto masculino cristaliza a imobilidade de quem Ć© produzida, por uma tecnologia de gĆŖnero (De Lauretis, 2019) performativa (Butler, 2016)[3], como um sujeito-objeto que nĆ£o consegue reagir.Ā Ā 


No entanto, as mulheres – as mais e menos monstruosas, nĆ£o importa – reagem e, ao recusar a inĆ©rcia dos desamparados, elas estremecem a harmonia masculina. Quando a dona de casa deixa de temer o algoz, abdicando do pavor que deveria orientar o seu comportamento arredio, o homem que nunca dirige a palavra Ć quelas que nĆ£o considera humanas comeƧa, incontidamente, a gritar. Chama-a, claro, de ā€œputaā€, mobilizando a alcunha, a essa altura esvaziada de sua conotação pejorativa, para provocar repulsas que a reconduzam de volta, e passivamente, ao seu lugar.Ā A nĆ£o sobrevivĆŖncia, longe de ser uma simples rendição, Ć© a fuga possĆ­vel.



O assassino Ć© confrontado uma Ćŗltima vez quando as duas narrativas afluentes desaguam na sala espelhada do Happy House Club. Uma das garotas Ć© esfaqueada e socorrida justamente por ele, que a leva ao hospital, junto com Diane e Dora. Ao retornarem ao bordel, o homem insinua, com o dinheiro que retira da carteira – jamais com a convocação humanizadora do verbo –, que sua gentileza deveria ser retribuĆ­da com uma foda a quente, a despeito do abalo coletivo. O close imediatamente anterior nas suas mĆ£os enluvadas, tantas vezes detalhadas por Gorris, confirma nossas suspeitas. Diante de sua insistĆŖncia e hostilidade afĆ“nica, Diane, mesmo ignorando o cume de sua maldade – ā€œeven the nice ones aren’t nice [4]ā€, basta saber –, empunha uma arma escondida na gaveta e mira-lhe a cabeƧa. Precisa, faz a bala raspĆ”-lo em sinal de alerta e lhe devolve o silĆŖncio deslegitimador que cabe ao nĆ£o humano. Sinaliza, rĆ”pida e veementemente, que o abjeto masculino deve partir.


Diane não é arrebatada pelo mesmo impulso que sua antecessora cinematogrÔfica, Jeanne Dielman. Em vez de eliminar um dos representantes do poder patriarcal, essa outra puta-mãe fulmina os seus dispositivos coercivos de olhar e matar. No epílogo deste mito sexual, atira em sua própria imagem multi-refletida. Acompanhada de Dora, abandona, cerimoniosamente, o Happy House Club e a esfera da inteligibilidade hegemÓnica. Sua vingança é a utopia feminista: estilhaçando a mulher que é puro texto, atravessa espelhos, como fez Alice para retornar ao país das maravilhas indÓmitas. Entre cacos, Marleen Gorris abriu caminhos.    



ReferĆŖncias

Ā 

BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016.

Ā 

CREED, B. The Monstrous-Feminine:Ā Film, Feminism, Psychoanalysis. Nova York: Routledge, 2007.

Ā 

CREED, B. Return of the Monstrous-Feminine: Feminist New Wave Cinema. Nova York: Routledge, 2022.

Ā 

DE LAURETIS, T. Technologies of gender: Essays on Theory, Film and Fiction. Bloomington: Indiana University Press, 1987.

Ā 

DE LAURETIS, Teresa. A tecnologia de gĆŖnero. In: HOLLANDA, HeloĆ­sa Buarque. Pensamento feminista:Ā conceitos fundamentais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019, p. 121-155.

Ā 

GALINDO, María. Cara de Puta. Eco-pós, v. 24, n.1, 2021.


GUSMAN, J. Prostitutas, feministas e as alianças insólitas no cinema de mulheres (1977-19940. Doc-Online: Revista Digital de Cinema DocumentÔrio, n.35, p. 59-76, 2024.


JOHNSTON, Claire. Feminist cinema as counter cinema. In: THORNHAM, Sue. Feminist Film Theory: a reader. Edinburgh University Press, 1999.


LUERS, Erik. ā€œI could shoot when I had Increments of $200 to spedā€: Lizzie Borden on Working Girls, Harvey Weinstein and Changing Perceptions of sex work. Filmmaker Magazine, 14 jul, 2021. DisponĆ­vel: <https://filmmakermagazine.com/111980-i-could-only-shoot-when-i-had-increments-of-200-to-spend-lizzie-borden-on-working-girls-harvey-weinstein-and-changing-perceptions-of-sex-work/>. Acesso em 15 dez. 2024.Ā 

Ā 

MAIOR, Gabriela Souto. Entre a imagem e quem olha. Cinética, 2021. Disponível em: http://revistacinetica.com.br/nova/broken-mirrors-marleen-gorris-gabriela/

Ā 

VEIGA, Ana Maria. Teoria e crĆ­tica feminista: do contracinema ao filme acontecimento. In: HOLANDA, Karla (org.). Mulheres de cinema.Ā Rio de Janeiro: Numa, 2019.

Ā 


[1]Ā O filme estreou em setembro de 1984 no Festival de Cinema de Utrecht, seguindo para o Festival Internacional de Cinema de Berlim, de Toronto e para o Frameline, em SĆ£o Francisco, onde foi consagrado com o prĆŖmio do pĆŗblico.


[2]Entendida, aqui, não como um sistema de pensamento, mas como um conjunto de valores, representações e visões de mundo que legitima relações de poder.


[3]Ā  Conforme De Lauretis, as ā€œtecnologias de gĆŖneroā€ sĆ£o dispositivos capazes de regulamentar os significados sobre os corpos, que tĆŖm priorizado os signos do feminino como um dos principais objetos de conhecimento e, portanto, de manipulaƧƵes. Para a autora, seu teor performativo e reiterativo provoca uma distinção conflituosa entre a ā€œMulherā€, com maiĆŗscula, a representação sintetizadora de uma identidade, e as ā€œmulheresā€ reais, engendradas nas relaƧƵes cotidianas (De Lauretis, 2019).


[4]Ā ā€œMesmo os bons, nĆ£o sĆ£o bonsā€.


Este texto foi originalmente publicado no site Sara y Rosa.


Ā 
Ā 
Ā 

Obrigado pelo envio!

© 2035 por Sal & Pimenta. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page